Resenha feita pelo blog Prefácio

“Num dia como esse, há mais tempo do que tenho coragem de confessar, foi o incio de um fim, ou o fim do início, pode escolher se isso deixá-lo mais confortável.”

 

Em Névoa conhecemos Anna Christie. Ela nasceu na Inglaterra do século XVIII. Ela é uma vampira de mais de 200 anos, mas sua aparência é de uma jovem de 17. Anna tem aversão a humanos, por isso a muito tempo está vivendo sozinha em uma mansão em Westminster, Londres. Mas seus amigos Dieter e Eve convenceram-na a voltar a estudar. Ela está muito ansiosa, como faz muito tempo que não fica perto de humanos, ela teme atacar alguém. Anna vive de sangue do banco sanguíneo. A tempos ela não mata mais ninguém. Ela já até tentou, mas não há como viver de sangue de animais. Por isso tem que se contentar com o banco de sangue. Não é muito agradável o gosto dele frio, mas depois que estragou seu microondas tentando esquentá-lo, ela bebe assim mesmo.

As aulas são no período noturno, não porque o dia tem a capacidade de matá-la, só se for por um período continuo de seis horas de exposição a luz solar, mas mesmo assim, ela causa estragos. Mesmo não querendo, ela faz algumas amizades, e até um ficante/namorado. Mas Anna sempre fica por fora das conversas, a não ser quando o assunto é filme. Ela não tem o costume de assistir a telejornais e outros programas que passam na televisão, por isso fica difícil acompanhar o que seus amigos estão falando. Nem em um computador ela sabe mexer. Por isso as vezes ela dá alguns foras, mas até agora ela conseguiu contorná-los.

Anna começa até frequentar festas com eles, e num dia após uma dessas festas, ela acorda atrasada para a aula. Enquanto espera a segunda aula começar ela conhece Dean, um aluno novo, e acaba fazendo dupla com ele para um trabalho. Nesse mesmo dia, ela vê Julie, uma de suas amigas, lendo um jornal. Anna nunca lê jornais, mas acaba pegando na mão e por acaso vê uma noticia de corpos sem sangue que estão sendo encontrados. Na hora ela pensa que pode ser um vampiro que está se exibindo e decide que vai investigar o caso. Mas nessa investigação ela vai acabar se envolvendo em uma situação em que sua existência estará em risco.

“Tudo na minha vida aconteceu ao acaso, simplesmente aconteceu, não há como explicar o inexplicável. É antes de tudo uma palavra traiçoeira, tão relativa e peculiar quanto as pessoas que as pronunciam.”


Como já falei na postagem da parceira, me interessei por Névoa, depois de ler a resenha da Fran Borges do blog Poesia, Prosas e Algo Mais. Pelo o que tinha lido na resenha, achei que ia gostar do livro, por isso entrei em contato com a autora. O livro é uma relíquia e deve ser tratado com tal. Não só os amantes de livros, mas amantes do cinema tem que ler e ter em suas estantes. Quando vou começar uma leitura, gosto de ler as orelhas dos livros e uma frase na descrição da autora me chamou a atenção: “… a arte a inspira a escrever”. Durante a leitura podemos comprovar como isso é verdadeiro. Em cada frase escrita pela autora podemos ver seu amor pelo cinema. Os títulos dos capítulos são nomes de filmes e a protagonista Anna é um exemplo quando o assunto é arte. 

A cada capitulo lido, eu que não sou uma grande conhecedora do assunto, adquiri conhecimentos que com certeza vou levar comigo. Sem falar na vontade que me deu de assistir os filmes citados no livro. Além da história ser muito boa, o aprendizado é enorme. Você deve estar se perguntando: “mas o livro não era sobre vampiros?”. Em NévoaAlice provou que é possível sim, escrever uma boa história de vampiros e ao mesmo tempo nos mostrar as riquezas da sétima arte. E quando digo boa, quero dizer que são vampiros de verdade, aqueles das antigas, não os vampiros conhecidos ultimamente que são mais mocinhos apaixonados do que as verdadeiras criaturas denominadas.

Anna me intrigou durante a leitura. Ela é um personagem que representa bem alguém que vive no conflito interno entre o certo e o errado, mas o que é certo para ela, não é bem o certo para nós humanos. Ela é uma personagem introspectiva e por vezes ela se perde nas conversas para ficar falando consigo mesma. Me identifiquei com ela em relação a defender seus atores e filmes favoritos. tem uma cena em que ela fica magoada por não conhecerem quem ela estava falando. já aconteceu isso comigo só que com livros. Doí saber que alguém que a gente ama tanto não é conhecido e amado por todos. Só tenho duas ressalvas quanto ao livro. Primeiro, achei que a autora soltou bastante spoiler ao falar dos filmes, coisa que para mim não fez diferença, mas sei que muita gente não gosta. E segundo, o ponto positivo do livro é ao mesmo tempo um ponto negativo, pois para quem não tem muito interesse em filmes antigos, a história fica um pouco cansativa. Mas recomendo por todos os motivos que expus acima.

Amerling

http://blogprefacio.blogspot.com.br/2014/05/resenha-nevoa-alice-von-amerling.html

 

 

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